Cartas

24/12/2011

Feliz Natal

A todos um Natal feliz e um ano novo fantástico. Cá do fundinho, é o meu desejo para vocês todos.

23/12/2011

Breaking news

E pois que já vim das férias fora de Sydney, porque em Sydney continuo a não fazer nenhum conforme mereço. A viagem foi maravilhosa. Em breve farei os relatos. Agora deixem-me aproveitar o marido que já não falta muito volta para a tugolândia. E o que isto me vai custar...nem quero pensar nisso. Estou a aprender a não antecipar sofrimentos.
Devo uns milhares de mails (ai o da Finlândia... até já tenho vergonha, mas já comecei a escrever!), estive a ler umas coisas na Isa que me levam a crer que o país está ainda pior (nem sei se tenho coragem de ler noticias), e estou hiper feliz pelas minhas notas melhores ainda que no semestre passado: dois credits e duas distinctions. O PhD parece-me que vai ficar em stand-by, mas também como já disse o que me alegrou mesmo foi o convite. Porra pá! Uma das melhores universidades do mundo dá-me prémios, boas notas e convites destes? Estou babadérrima...pelo menos até à próxima cadeira de finanças quando me aperceber outra vez que esta merda é difícil comó camander.
Toda a gente sabe que não sou a melhor fotografa do mundo mas das cerca de mil fotos que tirei algumas se hão-de aproveitar para vos mostrar o que os meus olhos tiveram o prazer de ver e o meu coração de sentir.
De resto aqui em Sydney chove torrencialmente...confesso que esperava um verãozinho melhor... enfim, a companhia é o que me interessa mais...
Para vós que passais por aqui: um feliz Natal - com presentes ou sem presentes que isso não interessa nada - cheio de alegria e amor, afinal é isso mesmo o Natal.

18/12/2011

Nao tenho mais tempo

ESTOU DE FERIIIAAAASSSSSSS

26/11/2011

Sim estou vaidosa e feliz, e depois?

Se há coisa que me repulsa e da qual fujo a sete pés, é a inveja. Acho que é o pior sentimento que se pode ter e é o pior que nos pode ser direccionado. Já tinha tido algumas experiências de invejosos, mas quando vim para cá...uiiiii aí é que foi! De muitos lados que já esperava, de outros que nem tanto, por vários motivos.
Daí que quando tenho boas notícias, às vezes, prefiro não contar pelo menos até se concretizarem. Porém, essa é uma faceta minha que tenho tentado combater. Quero viver as alegrias à medida que elas me aparecem e não me apetece continuar com esta atitude de não posso ficar contente demais senão depois a desilusão é maior.
Enfim, razões da história da minha vida me levam a este comportamento controlado. Mas quero abdicar disso. Porque se fico sempre à espera da concretização das potenciais alegrias, acabo por quase nunca ser feliz como devo e mereço, porque muitas vezes as coisas não correm como queriamos.
Assim sendo, e porque este blog foi criado para contar as minhas coisas sejam elas desgostos, alegrias, concretizações ou falhanços hoje tenho duas novidades das boas. E se aqui tenho contado as angústias e as frustrações, então também conto as coisas boas que a minha vida não é a desgraceira que este blog às vezes faz parecer! E para os invejosos que me lêem fuck you, tá?
A primeira:
O senhor que divide o IRS comigo chega a Sydney em breve e juntos vamos viajar. Vamos até Melbourne de avião e depois seguimos numa road trip até Adelaide, pela great ocean road. Nem vos passa pela cabeça o mortinha que estou para arrancar à aventura. Esta viagem não é só pelo descanso, é também pela vontade que tenho de explorar este país (que adoro cada dia mais) e pelo tempo que eu e o Sr. Vaz merecemos juntos. Prometo fotos (NV vai daqui uma grande beijoca pelo empréstimo da máquina. Em breve mail), muitas fotos e relatos daquela que acho que vai com certeza ser uma das viagens da minha vida.
A segunda:
A segunda... cum camander... se algum dia alguém me dissesse que esta possibilidade estava no caminho da minha vida, ia jurar que esse alguém me mentia. Estou muito orgulhosa de mim mesma. Sinto pela primeira vez que o meu esforço afinal compensa (ou pode compensar) e claro, que este sentimento só poderia ter nascido neste país (onde quem põe a foto no CV é levado a mal).
Aconteceu depois do prémio de Marketing Management que a Universidade me atribuiu. E depois das três distinctions que tive em Brand Management. O meu prof lançou-me o convite/desafio para fazer o PhD sob a sua supervisão e convidou-me para trabalhar como assistente dele (caso o PhD vá para a frente). Claro que um processo destes implica uma série de decisões burocráticas e claro que eu só posso avançar se tiver acesso a uma bolsa, mas só o facto disto ter acontecido já me deixou nas sete quintas.
E é isto meus pequenos leitores das minhas cartas. Amanhã não sei, mas hoje, estou feliz.

E agora na Segunda-feira tenho o ultimo exame e depois é tempo de relax. É tempo de reflectir neste último ano e nas aventuras que tenho vivido e nas oportunidades que me têm aparecido. Um especial agradecimento à TVI por me ter despedido, eu sabia que vocês sabiam que eu era um talento perdido fechada nessa redacção!

PS: Aos mails em atraso, especialmente o que vai para a Finlândia, as minhas desculpas. Segunda feira, prometo estar agarrada ao PC a escrever!

25/11/2011

A beleza da partilha de casa

- Encontrar o namorado da flatmate na cozinha, às sete da manhã com a cabeça enfiada no frigorífico, e em cuecas (daquelas que ficam largas, e parecem uma fralda...azul cueca)
- Estar a estudar e ela estar a fazer um cagaçal do caraças a limpar a casa de banho
- Querer ver o Sexo & a Cidade, e ter de levar com o Elisabeth

21/11/2011

Podia ter sido eu a escrever...

mas não fui. Da Isa:

"O problema desse povo que julga tudo e todos, que acha inadmissível, que grita muito é estar convencido de que a sua é a única verdade no mundo. E que tem de valer pra toda a gente. Não vale. Cada um tem direito à sua ilusão particular. Eu não mexo com a tua, não mexas com a minha. O povo tem dificuldade em entender a [opção de] vida de cada um, é isso...

E o que esse povo gosta de se ouvir? Nós não trocamos porra nenhuma, nós gostamos é de nos ouvir... E depois é assim, quem tem de se justificar muito e insistir muito, das duas uma, ou acha que o outro é surdo e/ou burro e não entendeu à primeira, ou procura convencê-lo, para se convencer a si. Porque quando nós estamos convencidos de uma coisa não levantamos a voz nem rebatemos o outro. Fazemos isso quando queremos convencê-lo. Já estamos cansados de debater esse tema aqui...

E, na boa, eu não vivi a vossa vida mas vocês também não viveram a minha. Daí que as conclusões a que ambos chegámos têm forçosamente de ser diferentes. Bem como as ilusões às quais nos agarrámos para evitar atirarmo-nos de uma ponte na primeira oportunidade. Já pra não falar na herança genética, geográfica e a porra toda que carregamos...

Daí que o que para mim é importante saber é diferente do que é importante saber pro marroquino que vende ganza aos turistas nos arrabaldes de chef chauen. No entanto, sabe da poda muito mais do que eu e se o mundo acabar morre a rir...

Pois se até na mesma imagem vemos coisas diferentes, o universo é o limite, meus filhos, não sejamos limitados.."

18/11/2011

Movember

Ora estava eu noutro dia sentada à porta da biblioteca à espera que a mesma abrisse quando vejo um rapazinho, alto e espadaúdo...com um farfalhudo bigode. Achei aquilo um bocado estranho considerando que o rapaz não teria mais de 20 anos. Cerca de trinta segundos depois olho para o lado e vejo outro rapazinho, não tão alto nem tão espadaúdo mas com cerca dos 20 anos também...com bigode.
"Alto lá! O Coelha Maria! Tu estás-me a querer dizer que o bigode está de volta e tu não estás a par da nova tendência?!!?". Lembrei-me imediatamente do NRA que passa a vida a chamar-me, carinhosamente, de bigoduda, e fiquei feliz por pensar que estava na moda!
Embuída nestes pensamentos, entro na biblioteca que entretanto abriu e vejo...mais um bigode. MAU! Pensei...algo se passa! Investiguei. Como quem tem boca (e facebook) vai a Roma descobri que estamos no mês de Movember. Ou seja, em Novembro, é costume, os homens deixarem crescer um bigode (o Mo) como símbolo de luta contra o cancro e para angariação de fundos para caridade.
Epá, acho a ideia genial, acho o máximo meia cidade andar de bigode, e digo já que é desta que deixo crescer o meu, tás ouvir oh NRA?

Do "jornalismo" pobrezinho

Voltando ao assunto dos universitários ignorantes, não posso deixar de manifestar aqui a minha opinião sobre o trabalho da sra jornalista que assina a peça. (Já toda a gente sabe que sou menina de opiniões certo? Pronto vá...é que ultimamente tenho-me chateado bastante a tentar explicar que eu tenho DIREITO a ter opinião e a manifestá-la sempre que me é pedido ou num espaço como este, que é meu)
Ora a Sábado diz que entrevistou 100 estudantes universitários aos quais fez 10 perguntas...e o resultado é aquele? Quantas pessoas diferentes ali aparecem? Quantas só aparecem uma vez (indicando que talvez até tenham respondido certo às outras 9 perguntas)?
Parece-me que aquele trabalho "jornalístico" de jornalismo não tem nada. É manipulado, a jornalista sabia antes de ir fazer aquele vox-pop qual seria o resultado...a ideia nasceu para ridicularizar, criar polémica e... vender. (o que está a ser bem sucedido já que não se fala de outra coisa) E eu bem sei que as revistas, os jornais e as televisões têm de vender senão saem do mercado. Mas bolas... onde está o limite?
E depois tenho no Facebook colegas, ou melhor ex-colegas, jornalistas muito indignados quando se chama a atenção para o péssimo trabalho que a jornalista fez. É que os jornalistas têm este defeito. Acham que sabem tudo, têm um ego do tamanho do mundo e o olhar orientado para o próprio umbigo. Não conseguem reagir à critica e acham-se vítimas de uma sociedade que não os compreende e só os mal trata não lhes dando valor pelo seu imprescindível trabalho. Pois eu prescindo bem deste tipo de jornalismo que é generalista, manipulado e profundamente mau. Tem piada? Tem... As respostas são inacreditavelmente estúpidas? Sim, do piorzinho que já ouvi. É ilustrativo da realidade dos universitários portugueses? Não sei mas espero que não. Na realidade a reportagem nada acrescenta sobre isto. Trata-se apenas e um número de comédia que eu acho, profundamente, lamentável.

17/11/2011

De fugida

Vim só aqui de fugida (tenho andado a estudar, primeiro exame hoje) para mostrar isto que roubei daqui. É uma espécie de tragicomédia dos tempos modernos à portuguesa. Para ser sincera, eu nem consigo achar muita piada...acho mesmo triste.

29/10/2011

Estou no p3 público

Bom fui entrevistada para o p3 para falar sobre a minha vinda para down under. Acho lindo a quantidade de haters que arranjei. Gosto especialmente do emigrante na Alemanha cuja maneira de contribuir para a economia portuguesa é dar dinheiro aos mendigos quando vai a Portugal. E eu que sempre pensei que pagando impostos é que era...
Como diz o povo, as opiniões são como o olho do cu. Cada um tem o seu e dá a quem quer. Eu continuo a dizer que tenho imensa pena de ter nascido portuguesa, que se puder não mais voltarei (mas se for de férias prometo dar moedas aos mendigos), e que o país me mete nojo. Esta é a minha opinião e ninguém tem nada a ver com isso.
Agora vou ali meditar mais um bocadinho.

27/10/2011

A autora deste blog está a meditar antes que dê em maluquinha. Até breve.

23/10/2011

E pronto, depois disto encontrar motivação é o caralho! Em Agosto serei obrigada a voltar a Portugal :(

18/10/2011

Prémio

Acho que nunca ganhei um prémio na vida. Ia ganhar o primeiro prémio (de produtividade) da minha vida toda na TVI no ano passado, mas como me mandaram embora acharam por bem não me atribuir o prémio relativo ao ano anterior.
De resto, acho que nunca ganhei nada. Nem concursos, nem euromilhões, nem nada. Que me lembre. Hoje ganhei um prémio. Porra sabe tão bem!

17/10/2011

Almost there!

Um dia ainda me lixo à pala desta minha mania de achar que sou capaz de tudo desde que queira muito, muito. E a culpa é vossa! Sim vossa! Eu disse aqui que me tinha inscrito numa cadeira de Business and Financial Analysis, era vosso dever alertarem-me a tempo e horas que não foi uma boa ideia. Agora cá estou eu...a não pescar um ca... desta merda. Tenho exame dia 24 de Novembro e no dia seguinte de International Accounting. Graças ao meu alemãozinho preferido (bom e ao meu esforço também, vá) tenho-me safado nos trabalhos que vamos tendo ao longo do semestre e tenho tido boas notas. Mas aqui na Macquarie não interessa se levámos o semestre inteiro a ter high disctinctions nos vários assessements, o exame final tem de ser pelo menos de 50%. E por isso estou outra vez preocupada...
O lado positivo da coisa é que como estou no final do semestre tudo começa a tomar forma. Hoje fiz a penúltima apresentação de grupo. Vou começar a trabalhar no trabalho de grupo de International Financial Management. Já tenho mais ou menos feita a minha parte do Case Study 3 de Business and Financial analysis. Já estou a tratar da reunião de grupo para o Syndicate Project da mesma cadeira. Falta um individual para Brand Management para entregar de hoje a 2 semanas. Amanhã tenho Distinguish Speaker Series à noite na cidade para o GLP, quinta faço o último Think tank para o GLP e termino esta merda de uma vez por todas. Domingo é dia de reunião de grupo onde tenho de ter o company profile da Qantas prontinho com gráficos e tudo e tudo. Entretanto tenho 27 horas de trabalho... só na sexta vão ser 11, mas fico logo com a renda despachada por duas semanas, o que significa que tudo o resto é lucro.
Pelo meio o Pavel, um búlgaro que faz parte do meu grupo de Financial Management, foi um fofinho e arranjou-me a quinta e última série do Six Feet Under. Tenho andado viciada, a Sue tem as séries todas, menos a última...e quando me queixei o Pavel voluntariou-se para colmatar esta falha. Fofinho.
Dia 14 começa a época de exames, dia 17 tenho o primeiro. O ultimo deverá ser a 28 senão estou em erro. E fica o segundo semestre feito. Espero conseguir uma média de pelo menos 3.0 que é para poder pedir estágio. E é esta a minha vidinha.
Ao pessoal que me manda mails com perguntas agradeço paciência que a menina anda ocupada. Vou tentando responder nos intervalos ok? De qualquer forma devo avisar que muita gente me pergunta sobre vistos e coisas muito específicas... e eu queria muito saber, mas não sei. Por isso o que aconselho sempre é vão à Information Planet, eles são uns fofinhos, não vos cobram NADA, falem com a Marta e acreditem ela sabe assim umas mil vezes mais do que eu... Terei todo o gosto em responder às vossas curiosidades sobre a vida aqui, os custos, o ambiente, o trabalho, a escola e em opinar naquilo que me pedirem, mas coisas burocráticas sei tanto como vocês.
E pronto... era isto. Agora não sei quando volto aqui... esta semana vai ser LIXADA! Até breve!

16/10/2011

Curiosidade

Sem desprimor para os outros que gosto de todos os meus leitores, mas confesso que tenho especial curiosidade para saber quem me lê na Finlândia!

14/10/2011

Palavras que podiam ser minhas

"Nem sei quais foram exatamente as boas notícias dadas por Passos Coelho ontem, não preciso. País de merda... Não sei quem estará pior, se nós por insistirmos em não votar se vocês por insistirem em acreditar..."






"Desde que acabei o curso, em 1996, que oiço dizer que um salário de 1000€ "é bom". Medir qualquer coisa acima ou abaixo de 1000€ é de um miserabilismo que dá vontade de vomitar... E não me venham falar de crise. Oiço essa desculpa desde o ano 2000...
É impressionante como não ouvi uma boa notícia desde que saí de Portugal vai fazer quase dois anos. "


Ambos da Isa, aqui.

You suffer good!

O maior elogio que me fizeram até hoje veio de um alemão e foi há pouco tempo. Disse-me que no que toca a arrumação e limpeza, organização e sentido de justiça sou definitivamente alemã e não portuguesa. Lembrei-me disto hoje depois de ler as notícias nos jornais, as indignações no Facebook e o discurso do Passos Coelho na televisão (sim também chega aqui na SBS).
Alguém está surpreendido com as medidas? Alguém realmente acha que pode ser de outra maneira? O que é que cada um de vós faria se tivesse poder para mudar?
Vamos lá a ver… comecemos pelo corte do subsídio de férias e de Natal. Ora então haja alguém que me explique porque é que trabalhamos 11 meses no ano mas somos pagos 14? Cada vez que aqui digo que em Portugal recebemos 14 salários fica tudo de boca aberta. Não vos parece uma grande sorte, sermos pagos pelo mês que não estamos na empresa? Mas porque é que o patrão tem de nos dar dinheiro extra para irmos passar férias ou para comprarmos presentes de Natal? Esta do Natal então é que não percebo mesmo… sendo o Natal uma festa religiosa, não percebo porque é que um Estado que se diz laico prevê na lei subsídios de Natal.
Depois os impostos…  alguém realmente pensa que é possível um Estado sobreviver sem impostos? A senhora Ayn Rand dizia que os governos não deveriam impor o pagamento de impostos. Na sua opinião porque os impostos servem para que o Estado forneça aos seus cidadãos os que eles precisam para atingir os seus objectivos – como por exemplo segurança e infra-estruturas – deveriam ser voluntários. Ela achava que os cidadãos estariam dispostos a pagar como se de um seguro se tratasse. De certo que ela nunca conheceu os portugueses… Porque os portugueses acham que ganhar um dinheirinho por fora, ou alugar uma casa sem recibo, ou dividir o salário em metade no papel e metade por fora não faz mal. Mau é ter de pagar a estes chupistas do governo pelo dinheiro que tanto me custou a ganhar. Ainda não perceberam que ao não pagarem impostos sobre os rendimentos são os primeiros responsáveis pelo aumento dos mesmos; ainda não perceberam que estão a roubar às reformas dos pais, aos subsídios dos filhos e, em última análise, a eles próprios.
É esta a mentalidadezinha portuguesa. O que importa é falar mal e safarmo-nos como podemos. Culpar o governo, mas quantos dos que se queixam tiraram o cu de casa para ir votar?
Então como forma de protesto contra um governo que não se elegeu, vai-se para a rua. Nada como uma boa manif para rever uns amigos, fazer barulho, agir como chimpanzés, fumar umas brocas e, com sorte, aparecer na televisão para nos verem lá em casa. No meio disso ameaça-se não votar, como se isso prejudicasse alguém a não ser nós próprios.  
De resto continua tudo igual. Não interessa se com 30 anos, ou mais, ainda dependemos da ajuda dos pais, desde que estejamos a fazer um trabalho que soa bem aos de fora e que tenhamos uns trocos para ir ao Bairro ao fim de semana e para o maço de tabaco; não interessa que estejamos presos nos 700 euros mensais há anos, desde que o nome da profissão impressione os outros que não sabem quanto ganhamos; não interessa se fizemos o curso à custa de cábulas e não tenhamos aprendido nada, desde que tenhamos o canudo na mão; não interessa não termos dinheiro para comprar o que for, desde que seja possível arranjar umas prestações para ter um LCD ou um carro que faça a inveja dos vizinhos; não interessa ser bom profissional, interessa quem conhecemos ou com quem andamos a dormir; não interessa o trabalho, interessa é fazer pouco e ter carro e telemóvel da empresa. Estou tão farta e tão enojada com a arte do desenrasca a que todos acham tanta piada. Farta da corrupção, da mania das grandezas, do Chico-espertismo, do umbiguismo português.  
Pois agora aí estão mais medidas de austeridade. Vão todos para a rua, gritem e protestem. Não deixem de olhar só para o próprio umbigo e vão ver se isso resolve alguma coisa...

10/10/2011

Assim à pressa

Ora tenho para Business and Financial Analysis um Case study e um Syndicate project com forecasting até mais não para ambos e tudo em Excel mais os respectivos PPTs e words; para Brand Management um Research and Applied Project, de grupo e individual, uma página mais um PPT para o primeiro e 10 páginas para o segundo; um group report sobre a Qantas com 10 páginas mais anexos, por isso... como estou sem tempo, as minhas desculpas por não responder aos mails que ainda não respondi.
Só quero deixar aqui um pensamento: tudo o que vale a pena na vida implica esforço. Não pensem que é pegar na mala e ala aqui vamos nós ganhar guita comó catano para o país dos cangurus. Sinceramente? Irrita-me até às entranhas quem só está disposto ao que é fácil.
Este país vale a pena porque aqui as pessoas são verdadeiramente felizes e porque é possível ser mesmo feliz à séria por estas bandas. Ninguém sabe o que é o triste fado e ninguém responde "vai-se andando" quando perguntamos como estão. Por isso não pensem que é só mandar um CV ou fazer um pedido de residência que já está. Já ouviram dizer que não há almoços grátis??

Querem saber mais sobre isto? querem? Ide à nova apresentação da Information Planet no dia 19 de Outubro. Não sei grandes pormenores mas vejam a página deles no Facebook.

07/10/2011

Acho que ainda vou a tempo

PARABENSSSSSS LI!

05/10/2011

Sou tão mole que valha-me o Senhor

Juro que passei o dia inteirinho a bufar, furiosa, a pensar quando poderia escrever aqui toda a minha raiva e indignação com o pior vernáculo alguma vez visto neste blog e alguma vez proferido pela minha pessoa.
Passei o dia inteirinho a vociferar contra as criaturas de olhos em bico com que me tenho cruzado neste semestre, amaldiçoei-as violentamente e agora...se ao menos não tivesse lido o e-mail antes de escrever.
Passo a explicar. Num trabalho de grupo, eu, uma alemã e duas chinesas. O combinado: cada uma responder a uma determinada pergunta com 500 palavras e enviar com as respectivas referências até ao dia 1 de Outubro. Quem cumpriu? Aparentemente todas. Todas mandámos umas às outras os respectivos textos. Quando eu e a Helen (a alemã) vamos a ler os outros trabalhos... Eu digo-vos sinceramente...a minha boca abriu-se de espanto e assim esteve até agora, desde o dia 1. Nunca vi nos dias da minha vida algo tão mal escrito. E não é uma questão de inglês. É mesmo uma questão de encadeamento lógico, raciocínio e seguimento das regras académicas. Vamos só dizer que nas referências bibliográficas destas meninas constavam a Wikipédia e, imagine-se, a Playboy (como diz a Helen:" This is a magazine where they put naked tits! Do you think it's a good academic source?). Isto depois de combinarmos entre nós que iríamos apenas consultar peer reviwed articles. Mas isso deve ser...chinês para elas!
Bom... para concluir, depois de emails azedos trocados, depois de eu as querer matar via net, acabei o assunto responsabilizando-me pela edição do documento. Ou seja, vou reescrever as duas partes delas, mil palavras mais referencing até amanhã à noite, considerando que ainda tenho trabalho, aulas e GLP pelo meio.
Portanto, depois disto o meu estado de espírito - eu, pessoa a quem a palavra tolerância diz muito pouco - era no mínimo violento. Então estas inácias, putas que as pariu, mal falam inglês e estão a fazer um caralho de um mestrado na Austrália à minha pala? Então estas parolas do caralho vão ter a mesma nota que eu num trabalho onde só fizeram foi merda, que mais valia ter eu feito tudo de raiz? Ah vai haver merda mas estas vacas vão ter de aceitar uma redução de nota que eu não sou mãe de ninguém!
E com estes e outros pensamentos que tais na mente abro o mail. E vejo um mail da Helen a descascar as gajas e mandá-las pedirem-me desculpa e agradecerem. E depois vejo um mail de cada um delas a pedirem longas desculpas, a pedirem que as perdoe pela atitude que tiveram comigo, a agradecer o que estou a fazer por elas e a paciência que tenho demonstrado e a declararem a vergonha que sentem por serem as ovelhas negras do grupo e a elogiarem as minhas qualidades de boa colega. E pronto... estou a sentir em mim que os pensamentos já não são tão negros, que talvez até abdique da redução de nota e que desta vez vou deixar passar. Cum camander pá! Há mais mole que isto? Alguém que me esbofeteie já!

01/10/2011

Don't they know how to please a girl!

O meu ego já anda na lama, mas com diálogos destes acredito que se afunde para todo sempre.
No local de trabalho de manhã cedinho. Ele entra e segue-se o diálogo:
J - Hi! How are you?
Me- Hi! I'm good! And you?
J- Are you? You look sick...
Me- humm... do I? hummm....well... thank you...
J- Yeah you do! Were you partying last night?
Me- humm... no... You really know how to please a girl...

30/09/2011

Pequeno rancorzinho

Vá perdoem-me lá o rancor...mas até me tenho portado bem. Vamos só ver que até a TV aqui dá mais gosto de ver. 
Ora então aqui temos: 
o Mark Ferguson do Channel 7

Aí têm: 


isto

And I rest my case...


24/09/2011

Aqui tão perto

Domingo passado fomos passear. No Sábado tinha estado grande brasa e pensámos que Domingo seria igual. Enganámo-nos e eu apanhei uma constipação do catano que ainda por aqui anda. Aqui ficam os registos fotográficos possíveis...





O que este cabrão deste pássaro está a comer é um bocado do meu wrap que ele roubou da minha mão!!


22/09/2011

É só para perceberem a diferença

Chegou ao meu conhecimento que o sítio onde trabalho, por ser uma escola, no Verão fica um bocado morto. Ora como sou casual, se não há trabalho eu não sou chamada para trabalhar e se não sou chamada para trabalhar não recebo.
Ficando um bocado à rasca com a situação mandei uns 4 ou 5 CVs só naquela de quando chegasse o Verão ter alguma coisa, e a contar que ainda demorasse um bocado a encontrar. Isto foi há uma semana, amanhã vou assinar contrato. Agora estou para ver como é que vou gerir 20 horas de trabalho com 2 empregos... uma pessoa habitua-se à tristeza de Portugal e depois é apanhada de surpresa! Se eu soubesse tinha começado a procurar lá para Novembro!

21/09/2011

Do portuguesismo

Ao longo da minha estadia aqui, dos mails que recebo a pedirem-me informações e pela sessão de informação da Information Planet que decorreu no Sábado e na qual participei via Skype, concluo que (tendo em conta a amostra):

1. Os portugueses estão fartos de Portugal;
2. Os portugueses estão dispostos a sair de Portugal seja para que país for desde que isso lhes dê uma melhor vida;
3. Os portugueses querem dinheiro rápido e fácil;
4. Os portugueses não estão dispostos a sacrifícios temporários para atingirem resultados positivos duradouros;
5. Os portugueses querem chegar, ver e vencer;
6. Os portugueses ainda acham que há trabalhos de primeira e de segunda categoria e dão muita importância ao status da profissão;
7. Os portugueses ainda não perceberam que o status não lhes paga as contas;
8. Os portugueses querem ter bons empregos que lhes paguem muito dinheiro, mas não estão dispostos a melhorar qualificações nem querem trabalhos que lhes roubem muito tempo;
9. Os portugueses acham que estudar é uma perda de tempo;

E eu lamento que assim seja.

Xiiii...

...é que era mesmo bom! Acendei aí uma velinha que se resultar depois conto ;)

16/09/2011

Fui a um workshop sobre career clarity...

...e tenho algumas notas mentais:

1. Tens de parar de ir a workshops, seminários, think tanks e afins apresentados por idiotas; perdes tempo, não aprendes nada e ainda sais de lá deprimida;
2. Tens de parar de os confrontar com perguntas incómodas porque eles não querem responder, irritam-se e tu também e isso não é bom;
3. Tens de deixar de te afectar tanto com as opiniões destes estranhos imbecis - ele ter dito que ninguém te vai contratar e que é impossível mudares de carreira, faz dele um idiota e não de ti uma falhada;
4. Ainda estás demasiado zangada, o que é cansativo, desnecessário e francamente há pessoas piores do que tu. Ou resolves isso ou vais acabar cheia de rugas, velha e sozinha;

PS: O senhor do workshop é uma espécie de coach de carreira, tem uma empresa que se chama career inovations. Disse-me que era impossível, mesmo que eu quisesse, tornar-me numa financial analyst.
Eu, ao olhar para ele, sopinha de massa, também acharia que seria impossível o homem viver de public speaking... e olha, não é que é assim que o senhor ganha a vida? Impossible my ass you fucking idiot!

14/09/2011

Cenas que tenho feito

Então vá, vamos lá a voltar a falar do que tenho feito por aqui nos últimos tempos,  porque parece que para alguns leitores uma mulher casada e com sono só pode estar grávida. A verdade é que, tal como no semestre passado, não tenho um minuto de descanso. Acordo cedo, deito-me nunca antes das 23h e passo os dias ou a estudar ou a trabalhar ou ambos. Ontem estava a estudar e ligaram-me para ir trabalhar à noite, claro que fui logo a correr porque esta semana há pouco trabalho, por isso tudo o que sejam horas extra é de aproveitar! Há que pagar a renda! Acabei por só chegar a casa à uma da manhã e hoje antes das 8h já estava acordada porque tenho exame de International Financial Management logo à noite. A seguir a este exame estou oficialmente em mid-semester break, duas semaninhas sem aulas! Não necessariamente sem nada que fazer porque tenho trabalhos para entregar, mas sempre é mais leve.
O bom tempo começa a aparecer timidamente por aqui, quero ver se ganho alguma cor que este meu ar de cadáver já nem com maquilhagem vai lá! Na Sexta-feira passada a Sue convidou-me para ir ao cinema com as amigas dela. Foi tão fofinha que fui apesar de não me dar muito jeito, considerando a semana de exames. Mas foi fixe. As amigas são todas como ela mas com piores cabelos. Fizeram-me imensas perguntas, deviam estar mortinhas por me apanhar! E eu fiz-lhes a vontade... enfim, não me custa nada e até apreciei a companhia. Tudo mulheres na casa dos late 40s, todas muitíssimo bem sucedidas, uma delas CEO de uma empresa de equipamentos médicos que exporta para o mundo inteiro, as outras todas com posições de chefia... todas solteiras... o que espero que não esteja directamente relacionado com o sucesso profissional.
Fomos ver um filme irlandês. E tudo seria perfeito se o filme tivesse legendas... pois que no meio de private jokes relacionadas com o IRA e do sotaque irlandês, metade do filme não percebi, mas fiquei mais descansada quando a Sue me disse que também não percebeu grande parte. Contudo deve ter percebido mais do que eu porque houve partes em que ela e as suas amigas inglesas se riam desalmadamente, enquanto eu e o resto do cinema tentávamos perceber onde estava a piada... acho que foi a primeira vez que realmente vi a essência do chamado humor inglês.
Entretanto na próxima Sexta-feira é o Conception Day (calma não tem nada a ver com bebés nem gravidezes nem nada disso tá?). Parece que é a festa do ano aqui na universidade e celebra o dia em que o senhor Lachlan Macquarie - que dá nome a muito coisa aqui, incluindo a universidade - foi concebido. Há concertos e muita cerveja. E eu até estava para ir mas quando percebi que é uma festa em que só se bebe e se começa às 10h da manhã a fazê-lo e é assim até ao dia seguinte...desisti. É que eu já passei pelas festas da faculdade, pelas bebedeiras monumentais, pelas figuras tristes, pelas ressacas brutais no dia seguinte... foi muita giro, não me arrependo de nada nem tão pouco trocava, mas it's not my thing anymore. Been there, done that. E há um momento para tudo na vida (e não, não é por causa do "bebé" que não vou beber)... quem sabe passo pela after party... a verdade é que apareceu a oportunidade de ir a uma conferência sobre career maping e eu achei mais importante... ai o fdp do peso da idade!
No Sábado 160 pessoas esperam pelo meu testemunho numa conferência sobre a Austrália que vai acontecer no ISCTE. Enfim... não sei se tenho assim tanto para dizer e nem sou a pessoa mais excitante do mundo... mas pediram-me e eu sempre que posso ajudo, é uma cena minha, que fazer.
Agora vá acordem, desejem-me sorte porque logo à noite o meu exame vai ser duro.

12/09/2011

Queimadinha de todo

Sonhei que tive um bebé mas que me esqueci (e a minha mãe também! Ela tem mais experiência!) de o alimentar durante umas 10 horas, as suas primeiras de vida, e que depois o mergulhei numa taça de molho bechamel. Comentários ou opiniões? Agradecida.

10/09/2011

Querem saber mais sobre a Austrália? Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?


A Information Planet vai promover no próximo dia 17, Sábado, pelas 15h uma mega sessão de apresentação sobre estudar, trabalhar e viajar na Austrália. 

A sessão decorre no Auditório 1 do Edíficio principal do ISCTE na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa. 

Podem inscrever-se aqui.

Diz que eu vou "passar" por lá :)

09/09/2011

Esclarecimento

Bom... agradeço a preocupação e as ideias, mas o meu sono e a visita do meu marido não estão relacionadas. Ocorre-me que o sono que me assiste estará relacionado com o facto de eu:
1- Estudar que nem uma maluca
2- Trabalhar que nem uma maluca
3- Ter um trabalho cansativo comá merda
4-

08/09/2011

Da Austrália, parte II

Bom, depois do post anterior choveram alguns mails - foram só uns aguaceiros vá, mas pronto - e achei que devia fazer uma continuação da saga.
É que algumas pessoas me têm dito ah e tal de certeza que isso não é perfeito. Pensam que eu estou toldada com o sucesso que me tem rodeado nos últimos meses e que não tenho uma visão imparcial da coisa.
Contudo, como viram no post anterior, trata-se de números! Ratios simples que qualquer um pode fazer. Agora claro... como diz a minha santa mãezinha ele há coisas que vai da pessoa. E o que eu quero dizer com isto é que não adianta mudar de país, mudar para o lado oposto do mundo, sem estar de mente aberta, sem estar disposto a fazer concessões e a aceitar que aqui não é Portugal (graças ao Senhor!), não é Europa e muito menos é um país cheio de história.
A minha ex-flatmate norueguesa tinha uma dificuldade imensa em aceitar coisas que são tipicamente australianas e sofria imenso com isso. Chateava-se porque as casas aqui têm alcatifas, coisas que nós deixámos de usar nos anos 80. Sim, é estranho porque raio um país destes, com um clima destes tem casas com alcatifas. Mas que dizer? É mesmo assim. Porque é que Portugal é um país cheio de corruptos? Epá... é como as alcatifas cá. Faz parte.
Outra coisa que aqui faz parte é a bicheza. E não digo isto com nenhum segundo sentido, falo mesmo de animalagem. Eu que não sou nada dada a natureza e a animaizinhos convivo diariamente com um perú que passeia alegremente pelo bairro (estou para ver o dia que o cabrão do pássaro me ataca). E aranhas, e lagartos, e baratas, e formigas... Meus amigos, isto é um país por desbravar, com espaços verdes a perder de vista, onde as actividades primárias ainda têm um grande peso e onde o clima é tropical. Quem não quer conviver com bichos...não vale a pena vir e reclamar diariamente. Faz parte!
Uma coisinha que a mim me irrita particularmente é o carregamento do telemóvel. Em Portugal chega-se ao net banco e já está. Aqui... bom vai-se a uma loja de conveniência ou ao supermercado e pede-se para carregar o telemóvel da operadora X com o montante Y, recebemos um talão, ligamos para a operadora, inserimos o código do talão e depois recebemos uma mensagem com a confirmação do carregamento. Quem como eu vive longe de tudo e mais alguma coisa, ficar sem saldo no telemóvel é, como podem calcular, um pequeno pesadelo. Descobri recentemente que posso ligar à operadora, fornecer os dados do meu cartão de crédito e fazer um carregamento. Isto tornou o processo mais fácil. Mas mesmo assim é uma seca. Contudo... que hei-de eu fazer? Aqui funciona assim, faz parte...
A A. também se costumava chatear com as confianças do pessoal das lojas e afins. Já sabem personalidade nórdica não gosta cá de grandes conversas. É muito normal uma pessoa que não vos conhece de lado nenhum tratar-vos por "mate", perguntar como está a ser o vosso dia e fazer perguntas. Não é cusquice, não é espertalhice, é mesmo assim. Ainda não fui a uma única loja (e olhem que eu frequento muitas...), café ou supermercado onde o empregado/a não me tratasse desta forma. E eu, no café onde trabalho, faço o mesmo. E os clientes conversam comigo e tratam-me pelo nome próprio, mesmo que seja a primeira vez que me estão a ver. Se isto vos incomoda...  pensem duas vezes antes de vir. É que as regras aqui estão feitas, cabe-nos a nós adaptar!
E falando em regras... o que eu mais amo neste país são as regras. Eu sou muito pouco portuguesa neste aspecto... gosto de tudo no lugar certo, à hora certa e da forma mais justa e equilibrada. E este país, nisto é cinco estrelas. Deixem-me só referir dois curtos episódios.
A minha flatmate tinha uma chefe que era mal educada e abusadora com todos os subordinados. Um dia resolveu apresentar uma queixa contra ela. Houve um despedimento. Sabem quem foi? A chefe. Como seria em Portugal? Bom eu devo dizer que já fui chefiada por um personagem desse género e quando apresentei queixa quem sofreu as consequências fui eu. Mas, ah e tal, dizem vocês, isso é uma coisa muito específica.
Ok, vamos falar de um caso recente que aconteceu aqui em New South Wales. Um polícia mandou parar um carro numa operação stop. Sai de lá uma mulher de burka. O polícia verifica que o veículo não tinha as P plates, pediu o documentos à senhora e que tirasse a burka para que a pudesse identificar na carta de condução. A mulher refilou um bocadinho, mas acabou por tirar. Foi multada. Nessa mesma tarde foi à esquadra e apresentou queixa do polícia dizendo que este lhe tinha dito que ela ou tirava a burka ou ele próprio a arrancaria à bofetada.
O caso foi para tribunal. O polícia chega ao tribunal e espeta-lhe com o vídeo da operação stop na tromba (devidamente protegida pela burka). Ah pois é... é que os carros da polícia têm um sistema de vídeo que grava as operações stop. O sr. Polícia não só foi absolvido como a sra em questão foi obrigada ao pagamento de uma multa e a um pedido de desculpas público ao polícia e a toda a esquadra.
Como vêem... aqui não há confusões. Os espertalhaços dos emigrantes - alguns - é que vêm para cá a pensar que são os maiores e que podem brincar...mas aqui não se brinca em serviço.
E é por isso - e eu já aqui o disse -  que este país FUNCIONA. Aqui tudo flui, tudo tem um lugar, tudo está organizado. Noutro dia o Luís, outro português que cá está, dizia-me: "Epá eu de manhã antes das 7h entro no autocarro e o motorista quase me dá um abraço!". E é mesmo verdade, porque aqui as pessoas são felizes e isso vê-se na rua, nas mamãs com 3 e 4 filhos atrás a fazer piqueniques em dias de semana com outras mamãs, nos centros comerciais em todo o lado. E como diz a minha flatmate, no seu very british accent, "Sometimes we think that walking barefoot in the street it's rude... but it's not... it's just Australia".

07/09/2011

Da Austrália

Muitas pessoas me têm enviado mails a fazer perguntas sobre a vida aqui na Austrália. Tenho respondido a alguns (já agora obrigadinha pela resposta de volta...) mas achei por bem falar aqui, mais um bocadinho, do que tem sido a minha experiência aqui, sobretudo a nível de trabalho que é o que a maioria me tem perguntado.
Vamos começar por dizer que a Austrália é o país com o maior rendimento per capita do Mundo. E vamos começar por dizer que o ordenado mínimo aqui é 49500 dólares por ano, 12 meses. Não há cá 14 meses pra ninguém. E vamos também dizer que é muito difícil, mesmo muito, alguém aqui ganhar o ordenado mínimo. A não ser que seja kitchenhan (o pessoal que lava pratos nos restaurantes) ou qualquer coisa do género.
Ah e tal mas o custo de vida é mais elevado. Mentira. Um litro de leite aqui custa 1.08 dólares, o que dá cerca de 0.808 euros. O mesmo se pode dizer dos restantes bens essenciais. Sim, se formos a ver bem a fruta e os legumes são mais caros, mas quando é a época deles o preço é substancialmente mais baixo.
Ah e tal mas as casas são muito mais caras. Bom isso depende da perspectiva. Noutro dia falava sobre isso com um português filho de emigrantes que comprou recentemente um apartamento pelo qual paga cerca de 1500 dólares por mês, ou seja 1123 euros. Parece uma fortuna, mas na verdade 1500 dólares por semana ganha ele, nas obras... portanto se formos a comparar. Vamos lá ver quem pague 300 euros por mês mas ganhe 1000, paga 30% do seu ordenado portanto. No outro caso são 25%.
Ah e tal mas mas não se pode ir ao cinema nem ir jantar fora que é carissimo. Mais uma vez analisemos: quem ganha 475 euros paga 5.5 por um bilhete de cinema, ou seja 0.01% do seu vencimento. Um bilhete de cinema aqui custa 20 dolares. Considerando um ordenado minimo mensal de 4125, 20 dólares significa 0.004%. Onde é que é mais caro?
Já para não falar na gasolina - 1,35 dólares/litro - e nos carros (com 23 mil dolares podemos  comprar um Mazda 3 novinho em folha, por exemplo; ou um Honda ou um Toyota da mesma categoria).
O que aqui é realmente mau são, como disse, os transportes e a comida. E depois há quem diga, ah e tal mas é muito longe. Mais umz vez isso depende da perspectiva. Longe do quê? Ah e tal dos meus pais.
Sim é. Mas os meus pais já são reformados, não têm de se preocupar com as mesmas coisas que eu. E os meus amigos, por muito que lhes sinta a falta, não me pagam as contas no final do mês.
Por isso, para mim este é o país. Claro que haverá quem não concorde e ainda bem. Afinal de contas, nem Portugal pode ficar deserto, nem a Austrália pode receber mais 10 milhões e manter-se como está.

06/09/2011

Armada em Freud

Sonhei com ratazanas. Mas assim gigantes, do tamanho de casas. Fui "googlar" o significado. Nuns sites dizem que são inimigos, noutros problemas financeiros e noutros que tenho impulsos sexuais perversos.
Hummmm... significará isto que quero ter sexo perverso com os meus inimigos - dos grandes pelo tamanho das ratazanas - e pagar-lhes a seguir?
Vale a pena pensar nisto.

Pronto, pronto...

Acabo de vir do sr. doutor. Estou mais saudável do que nunca (bom...o colesterol podia estar um bocadinho mais baixo mas com esta merda de comida que por aqui há tenho sorte de ainda n ter tido um enfarte)! Não há cá anemias, todo normal! Mas continuo com uma soneira que não me aguento...

04/09/2011

I can make it alone

Já aqui disse uma vez que esta viagem não é só uma mudança de vida, não é só um mestrado no estrangeiro. É uma viagem por dentro de mim, uma viagem por aquilo que sou e pelo que fui e um caminho para aquilo que quero ser, seja novo ou recuperado.
Tenho descoberto tanta coisa cá dentro que não sabia que existia; a capacidade de reinvenção, a capacidade de começar de novo vezes sem fim, a força necessária para nunca me ir abaixo mais do que o necessário para me dar novo impulso. E, infelizmente, tenho também descoberto tantas feridas mal curadas e tantas mágoas e ressentimentos que julguei já passados. A verdade é que não pensarmos numa coisa não faz com esta desapareça. E a verdade é que é mesmo como eles dizem: o primeiro passo para a cura é o reconhecimento do problema. E eu sinto-me em permanente descoberta e superação, o que com um mestrado e trabalho pelo meio é um bocadinho cansativo. E todos os dias acordo com a certeza que tomei a decisão certa. E todos os dias acordo com a preocupação de não sentir saudades. E cada dia que passa sei com mais certeza que sou capaz. E pronto agora vou ali ler sobre forecasting business analysis...



PS: E não é que a minha uni apareceu recentemente num ranking como umas das 10 melhores escolas de Business do mundo? Considerando que existem 4500 universidades no mundo todo acho bem bom! Se isto não me dá emprego não sei o que dará...

01/09/2011

Primavera

Começou hoje!

31/08/2011

Mas que lata!

Como todos sabem quando me chega a mostarda ao nariz alguem tem de levar com ele. Na semana passada, no programa do Global Leadership Program, um intruja a falar (e mal) de jornalismo e jornalistas; ontem um gajo a tentar ganhar dinheiro a custa dos pobrezinhos do bangladesh e de meia duzia de estudantes ricos e estupidos. Como nao estou neste grupo e tudo o que ganho me sai do corpinho, sendo o meu tempo precioso, claro esta que a gaja do GLP ja levou com ele. E vamos la ver se nao me chateio mais com esta merda! Puta que pariu! Nao me facam de parva que para isso estou ca eu!

26/08/2011

Arranjei alguém...


Estávamos em 2007 quando fui ao Rio de Janeiro. E foi a viagem da minha vida. E foi a partir daí que esta senhora entrou na minha vida.

25/08/2011

Something is rotten in the state of Denmark

Macacos me mordam...venho tão indignada que estou a tentar organizar as palavras e não consigo. Pois que fui a um Think Tank sobre o papel dos Media na política, no âmbito do Global Leadership Program, com uns so called especialistas... eles alegavam que o papel do jornalista hoje em dia é o construir uma história de forma a vender, e mentindo se preciso for.
Eu defendia que o papel do jornalista é contar uma história, com criatividade suficiente para a contar de forma a vender mais que os outros mas sem para isso ter de mentir, porque quando o jornalista mente...deixa de o ser.
E no fim, sabendo que já fui jornalista, diz o senhor que se auto proclama de global thinker:
- Well, you're full of integrity but that's boring and old school! 

Hein? Mas desde quando é que integridade se tornou um defeito? Há algo de muito estranho neste mundo, ou eu sou estranha demais para aqui viver...

23/08/2011

Sei que algo se passa quando...

- Ando a cair de sono, mas à noite tenho insónias de caixão à cova
- Tenho uma enxaqueca horrorosa desde há dois dias, já lá vão 10 comprimidos e nem assim me passa
- Doem-me os ouvidos
- Tenho pequenas manchas brancas nas unhas
- Não tenho fome

18/08/2011

16/08/2011

The world is an ashtray

E pronto. É oficial. Eu Coelha Maria, desisti de fazer amigos novos deste lado do mundo. Não vale a pena o desgosto, não vale a pena a desilusão. Até agora só tenho conhecido gajos com o cio (com ou no cio? hummm....não sei, percebo pouco de animais) e confesso que já não tenho nem paciência nem estado civil (ou falando bem e depressa, já não tenho cu) para aturar certas e determinadas merdas. Tudo o que eu queria era sair de vez em quando, tomar uns cafés, desanuviar e conversar. Toda a gente sabe que eu preciso de conversar um bocadinho mais do que é normal... Mas já percebi que este blog é o meu café e as minhas companhias são quem me lê e quem me comenta. E quem me manda mails e quem me segue aqui ou no facebook.
Sim, esta que vos escreve hoje está um tanto ou quanto desapontada com a qualidade das pessoas que por aqui tem encontrado. Não todas. Faça-se justiça à minha Candice, ao meu Chris, ao meu Amardeep... e a algumas pessoas do trabalho, como o Vinay ou o Mitch. Mas não é com estes que posso ir tomar uns cafés, ou porque não têm tempo, ou porque moram longe, ou porque são muito novos e não temos o mesmo tipo de conversa. Este blog é o meu café, é o meu local de desanuvio. Sai mais barato (sim, que um café aqui vai aos 4 dólares na boa!), não implica deslocações e está aberto mesmo quando vocês, desse lado, estão a dormir. Estou rendida.
Hoje quando cheguei do trabalho, há coisa de 20 minutos, tive uma boa surpresa. Fui ver o correio e deixei cair um postal no chão, que tinha uma foto do Algarve. E pensei: "olha! A Sue deve ter uns primos bifes no Algarve a passar férias e mandaram-lhe um postal". Quando o virei para ler (a minha veia cusca) eis senão quando percebo que o postal era para mim! Oh alegria! Oh felicidade! Oh que coisa maravilhosa que me soube tão bem num dia como o de hoje! Oh minha beiba mais fofa! Obrigada! Soube mesmo bem, abriu um bocadinho de luz no dia acinzentado que hoje vivo.
Sabem que tenho andado adoentada. Bom acho que não é bem adoentada...dores de garganta daquelas que nem me deixam comer decentemente. Já estou melhor, graças ao anti-inflamatório e ao horrível chá de gengibre, limão e mel (blhercccc...estava a ver que morria da cura). Não sei se é por casa das quantidades industriais de chá que tenho bebido, tenho dormido muito mal. E esta noite... Jasus! Esta noite tive um pesadelo daqueles mesmo maus. Sonhei que estava a ver um homem a matar o outro. Mas de uma maneira tão tortuosa, tão cruel e tão sangrenta, que quando acordei estava com medo que fosse verdade. E ainda levei uma meia horinha a recuperar do susto. Fiquei a pensar, como é possível a minha cabeça sequer conseguir imaginar torturas como as que vi no meu pesadelo. E não, não estive a ver as Mentes criminosas nem o CSI antes de ir para a cama.
E sustos é coisa que não me falta nesta casa, sobretudo desde que a Sue bazou. Então não é que tenho um pássaro que me vem bater à janela? Bom agora já sei o que é, mas imaginam estar na sala tranquilamente e de repente ouvir no vidro "knock, knock, knock"?? É que vivo no mato, e isto de estar sozinha no meio das árvores é coisa para me assustar. Tenho mesmo de ir registar-me ao consulado... assim como assim, se alguma coisa me acontecer pelo menos não vou para a vala comum.
E agora estou aqui a tentar arranjar forças para continuar os tpc de International Financial Management. Estive na semana passada a ler sobre a crise financeira e esta semana a responder a perguntas sobre a mesma.
A pedido da Isa, aqui vai a explicação do inicio da crise. Então vá: do ponto de vista académico, o que aconteceu foi que nos EUA resolveram introduzir uma lei que desregulou (ou desregulamentou? hummm...) os empréstimos bancários para compra de habitação. O resultado é que os bancos desataram feitos loucos a emprestar dinheiro a taxas miseravelmente baixas, a facilitar o crédito a qualquer pessoa, com aqueles jogos que todos conhecemos de só pagar juros nos primeiros x anos, de pagar uma lump-sum no final do empréstimo, etc. O preço das casas desatou a subir por aí acima, e os bancos a oferecer dinheiro a toda a gente, com poder de compra ou não. E depois vai de começar a investir em instrumentos financeiros de alto risco, altamente complexos, e a fingirem boa saúde financeira ao esconderem as perdas através da criação de entidades especiais (não sei o nome em português: Special Purpose Vehicle). As agências de rating, em vez de fazerem o seu trabalhinho e analisarem os tais instrumentos financeiros, cagaram bem no assunto e começaram a classificar esses investimentos como AAA quando afinal eram BB ou menos. Tudo a largar dinheiro! Vai daí, chega o dia em que ninguém conseguiu pagar a ninguém e foi vê-los começar a cair que nem tordos... como de certo se lembrarão do Lehman Brothers. A partir daí é o que vemos.
Do ponto de visto menos académico: cambada de gananciosos, corruptos e trapaceiros, a pensarem que iam ganhar dinheiro fácil, toma lá que quase mandaram o mundo abaixo. E por vossa causa cá estou eu na Austrália a fazer um mestrado, a ler sobre isto e a carpir a minha desaventura social. E é isto. Satisfeita Isa?

E olha, já que comecei a falar nisto a ver se começo a fazer alguma coisa. Segunda-feira tenho trabalho de Brand Management para entregar, 8 paginolas; um quizz de International Accounting, uma hora; um case study de Business and Financial Analysis; e ainda! um quizz e três capítulos para ler de International Financial Management, na Quarta-feira. Pelo meio um dia de trabalho, no Domingo, as Discussion Questions de Business e uma reunião para um trabalho de grupo. Fogo...que só de escrever já fiquei cansada, catano.
Não posso terminar sem antes mandar uma grande beijoca de parabéns ao Tigy e su mami, já lá vão seis anos! Porra que até parece mentira!
Até ao próximo café!


15/08/2011

Irritação

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Era isto. 

14/08/2011

Aceito recomendações

Sempre fui daquelas pessoas irritantes que acorda cedo, faz exercício pela manhã, chega ao trabalho já com dois pequenos almoços tomados. Daquelas pessoas que não deixa para amanhã o que pode fazer hoje, que não espera pelo último dia para acabar um trabalho, que acha um desperdício passar uma manhã inteira a dormir.
Mas porra... não sei se é a idade, se é o cansaço ainda do primeiro semestre ou outra coisa qualquer, ando com uma preguiça que nem vos passa...mesmo! Eu é dormir que nem uma rocha 11 horas seguidas, eu é estar a correr e ao fim de meia hora estar farta daquilo e parar (mas não por cansaço), eu é voltar a adormecer profundamente depois do despertador tocar, eu é olhar para os livros horas seguidas e não fazer nada...
Preciso acabar com isto! Assim não me safo! Alguém recomenda alguma coisa?

10/08/2011

Sinto alguma excitação, ansiedade, positivamente falando, quando percebo que vou ler um capítulo sobre a crise financeira. Ou estou maluca ou nasci para isto e demorei a descobrir...

Deste HP mini novo que vos escreve

Ahhhhhh finalmente! cá estou eu a escrever do meu novo netbook aussie! yuppiiieeee!!! finalmente comprei! Há tanto tempo que precisava e cá está ele. Pequenino que só ele, com bateria para mais de 6 horas, levezinho e lindo! Agora já posso trazê-lo para a escolinha e fazer os meus trabalhinhos todos sem estar preocupada em ter uma ficha para ligar e sem andar com o peso do mundo no ombro! Claro que isto de escrever em tuga num pc aussie tem que se lhe diga, tenho de andar à procura dos acentos por tentativa e erro, mas como vêem cá estou eu a escrever com os acentos e tudo e tudo!
Pois que o semestre começou na semana passada e eu já não tenho mãos a medir com as merdas todas que tenho para fazer. Ele é assignments, reports, homework, early semester tests... ufa! Prevejo que tão cedo não possa sair de casa a não ser para trabalhar. Aiiiii quem me dera não ter de trabalhar! Que inveja daqueles que têm empréstimos do governo, dos pais e do banco e sei lá mais o quê! Mas pronto o nosso governo, o nosso país é tão fixolas, tão fixolas que nem a merda do subsídio de desemprego me deu para poder aplicar na minha formação. Tudo bem... fiquem lá com o MEU dinheiro e limpem o cú a ele, porque se tudo correr como espero e quero nunca mais vou contribuir com um cêntimo que seja para a economia desse paízeco do cagalhão.
Pronto, pronto...acalmem-se os patriotas. Noutro dia quase fui linchada no FB porque disse não me sentir ofendida com a descida de rating da Moody's... enfim, lamento, mas ofendida não me sinto mesmo!! Aliás, neste momento e segundo o meu rating pessoal, Portugal anda pelas ruas da amargura. Mas a verdade é que há algumas coisas em Portugal que continuo a preferir (ãh? vêem como também sei falar bem?).
Então bamos lá ber.... comecemos pela comida.
A comida na Austrália é basicamente - como direi isto - uma real merda! Não têm controlo nenhum dos ingredientes das coisas e então damos por nós a comer iogurtes 99% fat free com 60% de açúcar! Aqui é tudo ou muito salgado, ou muito doce ou muito gorduroso. Tudo o que é saudável, como frutas e legumes, custa uma pipa de massa, e é praticamente impossível comer fora comida decente, sem ser cheia de óleos, manteigas, molhos e sei lá mais o quê. O leite é horrível e o Skim, o que bebo, parece o meio gordo daí...nojo! Não sei se é verdade ou não, mas disse-me o Mitch, que neste momento a Austrália tem a população mais gorda do mundo, nem mesmo os EUA!
Depois...depois os transportes. A sério... os transportes são assim.... uma verdadeira cagada! Nós, que somos do tamanho de um amendoim quando comparados com este país, temos a esperteza de ter uma rede de transportes urbanos e suburbanos. Estes camónes têm uma única rede. Ora em que é que isto resulta? Resulta que eu estou a 18 km da cidade e demoro uma hora, no mínimo, para lá chegar. Em Portugal, vivo a mais de 30 de Lisboa e demoro, de transportes não mais de 20 minutos. Além de merdosos, os transportes são também absolutamente caríssimos. Chulos, portanto, aqui também os há!
Em terceiro lugar... bom vamos falar das pessoas. Tenho conhecido aqui excelentes pessoas. Aussies e não só. Mas também tenho conhecido muita merda... A verdade é que os estudantes internacionais estão todos aqui de passagem e então fazer amigos é uma cena difícil. Os gajos querem é curtir, para usar uma palavra suave, as gajas também. Valem-me alguns colegas de turma como o Chris e a Candice e o Amar que são uns doces. Mas pronto... tirando isto... pouco mais.
O tempo...ahhhhh, o tempo... E julgavam vocês, e eu, que isto ia ser praia todos os dias. Pois, pois... além de um frio de rachar o tempo aqui muda de um dia para o outro sem aviso. Ora chove toneladas, ora está um calor que não se pode, de manhã enregelo a ir para o trabalho, à tarde não me aguento com a brasa, à noite tenho 3 aquecedores ligados. Assim claro... a minha garganta anda pelas ruas da amargura.
As regras! Bom...as regras é uma cena boa, mas... eu detesto Estados paizinhos. O Estado, no meu entender, serve para me criar as condições necessárias - de segurança e não só - para que eu, por mim, atinja os meus objectivos pessoais, profissionais e financeiros. E este Estado cumpre isso muito bem. Mas, há sempre um mas, há coisas que não me entram. Ora então aqui não votas? Toma lá uma multa! (nem acho assim muito mal por acaso...)Ah não fizeste o formulariozinho dos Censos no tempo que devias? toma lá 110 dólares de multa por cada dia de atraso! Ah esqueceste-te de renovar o visto? Então toma lá uma multa e uma proibição de regressar ao país por 3 anos (aconteceu ao namorado de uma colega)
Enfim, por um lado isto obriga o país a funcionar bem e a não ser a balda que é a tugolândia, por outro lado, faz-me algumas comichões esta técnica da punição por coisas que não são exactamente crimes.
De resto...bom de resto não me queixo. Gosto do que vejo e vivo bem por este lado do Mundo.
E agora...agora vou ali ler um capítulozinho de International Financial Management que vou ter aula daqui a pouco, e aqui, meus amigos, aqui é obrigatório estudar a lição antes da aula!
Au revoir mes amis!

04/08/2011

Vício

Estou a ficar viciada em atingir metas. Finalmente hoje cheguei lá. Uma hora, 10 quilómetros a correr. Graças a este som.
Agora vou ali não me mexer mais o resto do dia.

A tristeza do meu país

É um misto de nojo, raiva e tristeza. Algo que nunca antes experimentei. Nasce no topo do estômago, sobe até à garganta. Aperta como um nó cego e explode nos olhos sem que consiga controlar. É esta a tristeza do meu país, é esta a minha tristeza com o meu país. É esta raiva que me amarga sempre mais quando me deparo com coisas destas. É deste país, pequeno, tacanho, infeliz e parolo que sinto nojo. Tacanho e parolo.

01/08/2011

Conversa com coleguinha nova

Depois de nos termos apresentado à turma, nome, idade e licenciatura anterior, a coleguinha do lado (casada e com um bebé de 3 meses, mas que nem 25 anos deve ter) pergunta (ler com sotaque chinês):
Ela: ohhhhh soooooo do you have baby?
Eu: me? oh no!
Ela: ohhhhh noooooo? Be quick!
Eu: What? Be quick?
Ela: ahahahah yeah! be quick!
Eu: (WTF?!?!?) You said i have to be quick? Why do i have to be quick?
Ela: You knowwww... when we are young we have more energy and...
Eu, interrompendo-a abruptamente: Hey! I'm young! And have plenty of energy, ok? I don't need to be quick.
Ela: ...

Clássico exemplo do que eu gosto de chamar:  a puta da lata! (e não é a melhor maneira de ser minha amiga...)

De volta à escolinha

Lembram-se daquela excitação que era ir comprar os livros novos quando começava a escola? Lembram-se como era abri-los, novinhos em folha, e ler partes daquilo que íamos descobrir durante o ano?
Bom, não sei se todos têm esta memória, mas é assim que me recordo do início do ano escolar de quando era miúda. E não só...assim de repente, e se não estou em erro, desde os 6 anos que só parei de estudar uns dois, de resto as escolas, universidades e centros de formação têm sido assim uma espécie de segunda casa.
Adoro livros. Adoro. Não interessa se são livros da escola, se são romances ou biografias, estórias reais ou contos inventados... adoro livros. Adoro cheirá-los, tocá-los, vê-los ordenados nas prateleiras. Abri-los e descobrir o que têm para me contar, para me ensinar... que palavras lá estão escritas que me vão fazer viajar para fora deste mundo. Adoro livrarias. Adoro aqui a Dymock, que é gigante e tem corredores e corredores e vários andares com livros e mais livros e mais livros, sobre tudo. Adoro livros mais do que adoro roupa e mais do que adoro sapatos. Bom... acho que está mais ou menos ao mesmo nível dos sapatos...
Hoje comprei três livros para este novo semestre. No semestre passado não comprei nenhum porque o dinheiro não era suficiente. Este semestre felizmente consegui juntar dinheiro para os comprar. Dois tive de comprar novos porque são edições novas. O outro consegui comprar em segunda mão, praticamente novo por metade do preço. Falta-me um, que ainda não sei como vai ser. Gastei a módica quantia de 310 dólares. Mas porra... o que eu estou a adorar mexer naqueles livros...

28/07/2011

Last week of holiday

Ora então pois que este mês e picos de férias entre semestres está prestes a terminar. Para vocês não sei, mas para mim passou a correr... é que podia ter mais um ou dois que não me importava nadinha. Não sei se consegui descansar o suficiente para o semestre dificílimo que se avizinha. Acho que já aqui disse, mas a partir de Segunda-feira os meus melhores amigos vão ser os livros de International Financial Management, Business and Finantial analysis, International Accounting e Brand Management. Confesso que há uma ponta de mim que está ansiosa porque acho que, à excepção do International Accounting, devem ser todas cadeiras interessantes... mas também já sei que vão ser imensamente trabalhosas.
Para terminar a semana em beleza, e porque não tenho mais nada que fazer (not!) resolvi ir trabalhar voluntariamente na universidade... ora então eu explico: como resolvi omeçar a fazer no semestre passado o Global Leadership Program (actividade extra curricular mas muito conceituada e que aparece no academic transcript). O GLP obriga a uma série de coisas e uma delas é fazer 40 horas de trabalho voluntário numa instituição multicultural... Claro que o resto do pessoal vai todo para África nas férias curtir a experiência do voluntariado, mas aqui a menina como é tesa, tem de se ficar pela opções caseiras. E uma delas é trabalhar como Buddy na semana de recepção ao caloiro internacional (que aqui se chama Orientation Week). Basicamente estou lá numa secretária a responder a perguntas, algumas estúpidas, muito estúpidas, de estudantes imberbes e outros nem tanto assim que até dão para desanuviar da seca diária. Mesmo assim acho que nem às 20h vou chegar por isso não sei o que faça para completar as restantes... há um site de voluntariado para New South Wales, vou lá pesquisar a ver...
Entretanto como já aqui disse passei a tudo, mais ou menos com 12, 14, 14 e 16 (o sistema de notas é diferente). Não são notas brilhantes mas considerando a dificuldade que tive em fazer o semestre e o facto de trabalhar (a única na turma), acho que até nem estive mal. E mais, consegui um GPA de 3.0, que é o suficiente para pedir um estágio se assim o quiser fazer. Curiosamente, o 12 não foi a Finance!
Finance foi a minha segunda melhor nota, com quase 15! Ainda que eu continue a achar que foi mais porque o prof engraçou comigo do que pelos meus conhecimentos da matéria... mas isso agora também não interessa nada!

O maridini esteve por cá mas soube a tão pouco, tão pouco que parece que nem esteve! Passou a correr e o pior é que agora só lá para Janeiro é que lhe ponho a vista em cima outra vez. Pode ser que este semestre que se avizinha passe tão rápido como o anterior.
Ontem trabalhei 12 horas ia partindo a cara a um colega (que nem merece ser chamado de colega... o filho da puta pirou-se para o café a fingir que estava lá a dar uma ajuda enquanto eu, feita moura, acartava com os pratos e copos de 80 pessoas, na sala do hotel...) e ainda me fartei de gritar com a team-leader (à pala do coleguinha), hoje devia ter ido para a Uni mas não consegui, tamanha era a dor nas pernas e nas costas. Aliás, ainda estou estendida na cama (mas tenho de me levantar que já me dói a cabeça). Mas pronto, com o trabalho de ontem, paguei a renda da semana e ainda me sobram uns trocos.
Vou trabalhar mais daqui a umas horas. Esperemos que não ponham o mesmo cabrão a trabalhar comigo (que quando viu a minha cara ontem , depois de vir do café, não levantou mais os olhos do chão nem ousou dirigir-me a palavra) e que corra tudo bem. Detesto gente preguiçosa e sem brio naquilo que faz. Camander, mesmo sendo um trabalho temporário para muitos de nós, whatever you do, do it right!
Na próxima semana também tenho de me dedicar a procurar os livros em segunda mão. Já encontrei um deles por metade do preço mas o resto não estou a encontrar. Cada um custa 150 dólares... se alguém quiser contribuir posso mandar o meu nib por mail :)))
A minha housemate baza no Domingo para terras de Sua Majestade, onde vai ficar um mês. E eu vou ficar sozinha aqui na floresta encantada ...coisa que não me agrada nada!
Pronto e agora vou ali trabalhar um bocadinho... beijinhos!

24/07/2011

Nobody said it was easy...




Pronto já deixei a minha cara metade no aeroporto. Começo as aulas dentro de uma semana. Não tenho grande vontade de falar. Ficam aqui só as fotos destes 12 dias que me pareceram 12 horas. Só não há mais fotos porque na segunda semana dele cá, choveu aqui como não chovia há 60 anos. Espectacular! Mesmo assim, Sydney é brutal. Enjoy the pics! 
Circular Quay

The Rocks

The Rocks

ahhhhh

The clock @ QVB

À porta de casa

Central 


Paddy's Market




China Town

Chinese Gardens








Darling Harbour


Ferry to Circular Quay

@my door com o presente do marido (a Chloé :))

Paddington Market



Bus stop at Busaco Road

Portuguese dinner @ Petersham

Geocaching: we found a box @ Petersham

Strathfield after Yum Cha

Parece um urso, mas 10 vezes mais pequeno: Wombat

Não sou uma animal person, mas quero um Koala

Parecem ratos gigantes...wallabies

Featherdale Wildlife Park

Bondi Beach with my new toy 

20/07/2011

A pedido de algumas famílias

...e só para aguçar o apetite porque ainda estou a apreciar a estadia do marido.
Milsons Point

Harbour Bridge

Luna Park


Opera House

The Rocks