Cartas

30/09/2011

Pequeno rancorzinho

Vá perdoem-me lá o rancor...mas até me tenho portado bem. Vamos só ver que até a TV aqui dá mais gosto de ver. 
Ora então aqui temos: 
o Mark Ferguson do Channel 7

Aí têm: 


isto

And I rest my case...


24/09/2011

Aqui tão perto

Domingo passado fomos passear. No Sábado tinha estado grande brasa e pensámos que Domingo seria igual. Enganámo-nos e eu apanhei uma constipação do catano que ainda por aqui anda. Aqui ficam os registos fotográficos possíveis...





O que este cabrão deste pássaro está a comer é um bocado do meu wrap que ele roubou da minha mão!!


22/09/2011

É só para perceberem a diferença

Chegou ao meu conhecimento que o sítio onde trabalho, por ser uma escola, no Verão fica um bocado morto. Ora como sou casual, se não há trabalho eu não sou chamada para trabalhar e se não sou chamada para trabalhar não recebo.
Ficando um bocado à rasca com a situação mandei uns 4 ou 5 CVs só naquela de quando chegasse o Verão ter alguma coisa, e a contar que ainda demorasse um bocado a encontrar. Isto foi há uma semana, amanhã vou assinar contrato. Agora estou para ver como é que vou gerir 20 horas de trabalho com 2 empregos... uma pessoa habitua-se à tristeza de Portugal e depois é apanhada de surpresa! Se eu soubesse tinha começado a procurar lá para Novembro!

21/09/2011

Do portuguesismo

Ao longo da minha estadia aqui, dos mails que recebo a pedirem-me informações e pela sessão de informação da Information Planet que decorreu no Sábado e na qual participei via Skype, concluo que (tendo em conta a amostra):

1. Os portugueses estão fartos de Portugal;
2. Os portugueses estão dispostos a sair de Portugal seja para que país for desde que isso lhes dê uma melhor vida;
3. Os portugueses querem dinheiro rápido e fácil;
4. Os portugueses não estão dispostos a sacrifícios temporários para atingirem resultados positivos duradouros;
5. Os portugueses querem chegar, ver e vencer;
6. Os portugueses ainda acham que há trabalhos de primeira e de segunda categoria e dão muita importância ao status da profissão;
7. Os portugueses ainda não perceberam que o status não lhes paga as contas;
8. Os portugueses querem ter bons empregos que lhes paguem muito dinheiro, mas não estão dispostos a melhorar qualificações nem querem trabalhos que lhes roubem muito tempo;
9. Os portugueses acham que estudar é uma perda de tempo;

E eu lamento que assim seja.

Xiiii...

...é que era mesmo bom! Acendei aí uma velinha que se resultar depois conto ;)

16/09/2011

Fui a um workshop sobre career clarity...

...e tenho algumas notas mentais:

1. Tens de parar de ir a workshops, seminários, think tanks e afins apresentados por idiotas; perdes tempo, não aprendes nada e ainda sais de lá deprimida;
2. Tens de parar de os confrontar com perguntas incómodas porque eles não querem responder, irritam-se e tu também e isso não é bom;
3. Tens de deixar de te afectar tanto com as opiniões destes estranhos imbecis - ele ter dito que ninguém te vai contratar e que é impossível mudares de carreira, faz dele um idiota e não de ti uma falhada;
4. Ainda estás demasiado zangada, o que é cansativo, desnecessário e francamente há pessoas piores do que tu. Ou resolves isso ou vais acabar cheia de rugas, velha e sozinha;

PS: O senhor do workshop é uma espécie de coach de carreira, tem uma empresa que se chama career inovations. Disse-me que era impossível, mesmo que eu quisesse, tornar-me numa financial analyst.
Eu, ao olhar para ele, sopinha de massa, também acharia que seria impossível o homem viver de public speaking... e olha, não é que é assim que o senhor ganha a vida? Impossible my ass you fucking idiot!

14/09/2011

Cenas que tenho feito

Então vá, vamos lá a voltar a falar do que tenho feito por aqui nos últimos tempos,  porque parece que para alguns leitores uma mulher casada e com sono só pode estar grávida. A verdade é que, tal como no semestre passado, não tenho um minuto de descanso. Acordo cedo, deito-me nunca antes das 23h e passo os dias ou a estudar ou a trabalhar ou ambos. Ontem estava a estudar e ligaram-me para ir trabalhar à noite, claro que fui logo a correr porque esta semana há pouco trabalho, por isso tudo o que sejam horas extra é de aproveitar! Há que pagar a renda! Acabei por só chegar a casa à uma da manhã e hoje antes das 8h já estava acordada porque tenho exame de International Financial Management logo à noite. A seguir a este exame estou oficialmente em mid-semester break, duas semaninhas sem aulas! Não necessariamente sem nada que fazer porque tenho trabalhos para entregar, mas sempre é mais leve.
O bom tempo começa a aparecer timidamente por aqui, quero ver se ganho alguma cor que este meu ar de cadáver já nem com maquilhagem vai lá! Na Sexta-feira passada a Sue convidou-me para ir ao cinema com as amigas dela. Foi tão fofinha que fui apesar de não me dar muito jeito, considerando a semana de exames. Mas foi fixe. As amigas são todas como ela mas com piores cabelos. Fizeram-me imensas perguntas, deviam estar mortinhas por me apanhar! E eu fiz-lhes a vontade... enfim, não me custa nada e até apreciei a companhia. Tudo mulheres na casa dos late 40s, todas muitíssimo bem sucedidas, uma delas CEO de uma empresa de equipamentos médicos que exporta para o mundo inteiro, as outras todas com posições de chefia... todas solteiras... o que espero que não esteja directamente relacionado com o sucesso profissional.
Fomos ver um filme irlandês. E tudo seria perfeito se o filme tivesse legendas... pois que no meio de private jokes relacionadas com o IRA e do sotaque irlandês, metade do filme não percebi, mas fiquei mais descansada quando a Sue me disse que também não percebeu grande parte. Contudo deve ter percebido mais do que eu porque houve partes em que ela e as suas amigas inglesas se riam desalmadamente, enquanto eu e o resto do cinema tentávamos perceber onde estava a piada... acho que foi a primeira vez que realmente vi a essência do chamado humor inglês.
Entretanto na próxima Sexta-feira é o Conception Day (calma não tem nada a ver com bebés nem gravidezes nem nada disso tá?). Parece que é a festa do ano aqui na universidade e celebra o dia em que o senhor Lachlan Macquarie - que dá nome a muito coisa aqui, incluindo a universidade - foi concebido. Há concertos e muita cerveja. E eu até estava para ir mas quando percebi que é uma festa em que só se bebe e se começa às 10h da manhã a fazê-lo e é assim até ao dia seguinte...desisti. É que eu já passei pelas festas da faculdade, pelas bebedeiras monumentais, pelas figuras tristes, pelas ressacas brutais no dia seguinte... foi muita giro, não me arrependo de nada nem tão pouco trocava, mas it's not my thing anymore. Been there, done that. E há um momento para tudo na vida (e não, não é por causa do "bebé" que não vou beber)... quem sabe passo pela after party... a verdade é que apareceu a oportunidade de ir a uma conferência sobre career maping e eu achei mais importante... ai o fdp do peso da idade!
No Sábado 160 pessoas esperam pelo meu testemunho numa conferência sobre a Austrália que vai acontecer no ISCTE. Enfim... não sei se tenho assim tanto para dizer e nem sou a pessoa mais excitante do mundo... mas pediram-me e eu sempre que posso ajudo, é uma cena minha, que fazer.
Agora vá acordem, desejem-me sorte porque logo à noite o meu exame vai ser duro.

12/09/2011

Queimadinha de todo

Sonhei que tive um bebé mas que me esqueci (e a minha mãe também! Ela tem mais experiência!) de o alimentar durante umas 10 horas, as suas primeiras de vida, e que depois o mergulhei numa taça de molho bechamel. Comentários ou opiniões? Agradecida.

10/09/2011

Querem saber mais sobre a Austrália? Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?Querem?


A Information Planet vai promover no próximo dia 17, Sábado, pelas 15h uma mega sessão de apresentação sobre estudar, trabalhar e viajar na Austrália. 

A sessão decorre no Auditório 1 do Edíficio principal do ISCTE na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa. 

Podem inscrever-se aqui.

Diz que eu vou "passar" por lá :)

09/09/2011

Esclarecimento

Bom... agradeço a preocupação e as ideias, mas o meu sono e a visita do meu marido não estão relacionadas. Ocorre-me que o sono que me assiste estará relacionado com o facto de eu:
1- Estudar que nem uma maluca
2- Trabalhar que nem uma maluca
3- Ter um trabalho cansativo comá merda
4-

08/09/2011

Da Austrália, parte II

Bom, depois do post anterior choveram alguns mails - foram só uns aguaceiros vá, mas pronto - e achei que devia fazer uma continuação da saga.
É que algumas pessoas me têm dito ah e tal de certeza que isso não é perfeito. Pensam que eu estou toldada com o sucesso que me tem rodeado nos últimos meses e que não tenho uma visão imparcial da coisa.
Contudo, como viram no post anterior, trata-se de números! Ratios simples que qualquer um pode fazer. Agora claro... como diz a minha santa mãezinha ele há coisas que vai da pessoa. E o que eu quero dizer com isto é que não adianta mudar de país, mudar para o lado oposto do mundo, sem estar de mente aberta, sem estar disposto a fazer concessões e a aceitar que aqui não é Portugal (graças ao Senhor!), não é Europa e muito menos é um país cheio de história.
A minha ex-flatmate norueguesa tinha uma dificuldade imensa em aceitar coisas que são tipicamente australianas e sofria imenso com isso. Chateava-se porque as casas aqui têm alcatifas, coisas que nós deixámos de usar nos anos 80. Sim, é estranho porque raio um país destes, com um clima destes tem casas com alcatifas. Mas que dizer? É mesmo assim. Porque é que Portugal é um país cheio de corruptos? Epá... é como as alcatifas cá. Faz parte.
Outra coisa que aqui faz parte é a bicheza. E não digo isto com nenhum segundo sentido, falo mesmo de animalagem. Eu que não sou nada dada a natureza e a animaizinhos convivo diariamente com um perú que passeia alegremente pelo bairro (estou para ver o dia que o cabrão do pássaro me ataca). E aranhas, e lagartos, e baratas, e formigas... Meus amigos, isto é um país por desbravar, com espaços verdes a perder de vista, onde as actividades primárias ainda têm um grande peso e onde o clima é tropical. Quem não quer conviver com bichos...não vale a pena vir e reclamar diariamente. Faz parte!
Uma coisinha que a mim me irrita particularmente é o carregamento do telemóvel. Em Portugal chega-se ao net banco e já está. Aqui... bom vai-se a uma loja de conveniência ou ao supermercado e pede-se para carregar o telemóvel da operadora X com o montante Y, recebemos um talão, ligamos para a operadora, inserimos o código do talão e depois recebemos uma mensagem com a confirmação do carregamento. Quem como eu vive longe de tudo e mais alguma coisa, ficar sem saldo no telemóvel é, como podem calcular, um pequeno pesadelo. Descobri recentemente que posso ligar à operadora, fornecer os dados do meu cartão de crédito e fazer um carregamento. Isto tornou o processo mais fácil. Mas mesmo assim é uma seca. Contudo... que hei-de eu fazer? Aqui funciona assim, faz parte...
A A. também se costumava chatear com as confianças do pessoal das lojas e afins. Já sabem personalidade nórdica não gosta cá de grandes conversas. É muito normal uma pessoa que não vos conhece de lado nenhum tratar-vos por "mate", perguntar como está a ser o vosso dia e fazer perguntas. Não é cusquice, não é espertalhice, é mesmo assim. Ainda não fui a uma única loja (e olhem que eu frequento muitas...), café ou supermercado onde o empregado/a não me tratasse desta forma. E eu, no café onde trabalho, faço o mesmo. E os clientes conversam comigo e tratam-me pelo nome próprio, mesmo que seja a primeira vez que me estão a ver. Se isto vos incomoda...  pensem duas vezes antes de vir. É que as regras aqui estão feitas, cabe-nos a nós adaptar!
E falando em regras... o que eu mais amo neste país são as regras. Eu sou muito pouco portuguesa neste aspecto... gosto de tudo no lugar certo, à hora certa e da forma mais justa e equilibrada. E este país, nisto é cinco estrelas. Deixem-me só referir dois curtos episódios.
A minha flatmate tinha uma chefe que era mal educada e abusadora com todos os subordinados. Um dia resolveu apresentar uma queixa contra ela. Houve um despedimento. Sabem quem foi? A chefe. Como seria em Portugal? Bom eu devo dizer que já fui chefiada por um personagem desse género e quando apresentei queixa quem sofreu as consequências fui eu. Mas, ah e tal, dizem vocês, isso é uma coisa muito específica.
Ok, vamos falar de um caso recente que aconteceu aqui em New South Wales. Um polícia mandou parar um carro numa operação stop. Sai de lá uma mulher de burka. O polícia verifica que o veículo não tinha as P plates, pediu o documentos à senhora e que tirasse a burka para que a pudesse identificar na carta de condução. A mulher refilou um bocadinho, mas acabou por tirar. Foi multada. Nessa mesma tarde foi à esquadra e apresentou queixa do polícia dizendo que este lhe tinha dito que ela ou tirava a burka ou ele próprio a arrancaria à bofetada.
O caso foi para tribunal. O polícia chega ao tribunal e espeta-lhe com o vídeo da operação stop na tromba (devidamente protegida pela burka). Ah pois é... é que os carros da polícia têm um sistema de vídeo que grava as operações stop. O sr. Polícia não só foi absolvido como a sra em questão foi obrigada ao pagamento de uma multa e a um pedido de desculpas público ao polícia e a toda a esquadra.
Como vêem... aqui não há confusões. Os espertalhaços dos emigrantes - alguns - é que vêm para cá a pensar que são os maiores e que podem brincar...mas aqui não se brinca em serviço.
E é por isso - e eu já aqui o disse -  que este país FUNCIONA. Aqui tudo flui, tudo tem um lugar, tudo está organizado. Noutro dia o Luís, outro português que cá está, dizia-me: "Epá eu de manhã antes das 7h entro no autocarro e o motorista quase me dá um abraço!". E é mesmo verdade, porque aqui as pessoas são felizes e isso vê-se na rua, nas mamãs com 3 e 4 filhos atrás a fazer piqueniques em dias de semana com outras mamãs, nos centros comerciais em todo o lado. E como diz a minha flatmate, no seu very british accent, "Sometimes we think that walking barefoot in the street it's rude... but it's not... it's just Australia".

07/09/2011

Da Austrália

Muitas pessoas me têm enviado mails a fazer perguntas sobre a vida aqui na Austrália. Tenho respondido a alguns (já agora obrigadinha pela resposta de volta...) mas achei por bem falar aqui, mais um bocadinho, do que tem sido a minha experiência aqui, sobretudo a nível de trabalho que é o que a maioria me tem perguntado.
Vamos começar por dizer que a Austrália é o país com o maior rendimento per capita do Mundo. E vamos começar por dizer que o ordenado mínimo aqui é 49500 dólares por ano, 12 meses. Não há cá 14 meses pra ninguém. E vamos também dizer que é muito difícil, mesmo muito, alguém aqui ganhar o ordenado mínimo. A não ser que seja kitchenhan (o pessoal que lava pratos nos restaurantes) ou qualquer coisa do género.
Ah e tal mas o custo de vida é mais elevado. Mentira. Um litro de leite aqui custa 1.08 dólares, o que dá cerca de 0.808 euros. O mesmo se pode dizer dos restantes bens essenciais. Sim, se formos a ver bem a fruta e os legumes são mais caros, mas quando é a época deles o preço é substancialmente mais baixo.
Ah e tal mas as casas são muito mais caras. Bom isso depende da perspectiva. Noutro dia falava sobre isso com um português filho de emigrantes que comprou recentemente um apartamento pelo qual paga cerca de 1500 dólares por mês, ou seja 1123 euros. Parece uma fortuna, mas na verdade 1500 dólares por semana ganha ele, nas obras... portanto se formos a comparar. Vamos lá ver quem pague 300 euros por mês mas ganhe 1000, paga 30% do seu ordenado portanto. No outro caso são 25%.
Ah e tal mas mas não se pode ir ao cinema nem ir jantar fora que é carissimo. Mais uma vez analisemos: quem ganha 475 euros paga 5.5 por um bilhete de cinema, ou seja 0.01% do seu vencimento. Um bilhete de cinema aqui custa 20 dolares. Considerando um ordenado minimo mensal de 4125, 20 dólares significa 0.004%. Onde é que é mais caro?
Já para não falar na gasolina - 1,35 dólares/litro - e nos carros (com 23 mil dolares podemos  comprar um Mazda 3 novinho em folha, por exemplo; ou um Honda ou um Toyota da mesma categoria).
O que aqui é realmente mau são, como disse, os transportes e a comida. E depois há quem diga, ah e tal mas é muito longe. Mais umz vez isso depende da perspectiva. Longe do quê? Ah e tal dos meus pais.
Sim é. Mas os meus pais já são reformados, não têm de se preocupar com as mesmas coisas que eu. E os meus amigos, por muito que lhes sinta a falta, não me pagam as contas no final do mês.
Por isso, para mim este é o país. Claro que haverá quem não concorde e ainda bem. Afinal de contas, nem Portugal pode ficar deserto, nem a Austrália pode receber mais 10 milhões e manter-se como está.

06/09/2011

Armada em Freud

Sonhei com ratazanas. Mas assim gigantes, do tamanho de casas. Fui "googlar" o significado. Nuns sites dizem que são inimigos, noutros problemas financeiros e noutros que tenho impulsos sexuais perversos.
Hummmm... significará isto que quero ter sexo perverso com os meus inimigos - dos grandes pelo tamanho das ratazanas - e pagar-lhes a seguir?
Vale a pena pensar nisto.

Pronto, pronto...

Acabo de vir do sr. doutor. Estou mais saudável do que nunca (bom...o colesterol podia estar um bocadinho mais baixo mas com esta merda de comida que por aqui há tenho sorte de ainda n ter tido um enfarte)! Não há cá anemias, todo normal! Mas continuo com uma soneira que não me aguento...

04/09/2011

I can make it alone

Já aqui disse uma vez que esta viagem não é só uma mudança de vida, não é só um mestrado no estrangeiro. É uma viagem por dentro de mim, uma viagem por aquilo que sou e pelo que fui e um caminho para aquilo que quero ser, seja novo ou recuperado.
Tenho descoberto tanta coisa cá dentro que não sabia que existia; a capacidade de reinvenção, a capacidade de começar de novo vezes sem fim, a força necessária para nunca me ir abaixo mais do que o necessário para me dar novo impulso. E, infelizmente, tenho também descoberto tantas feridas mal curadas e tantas mágoas e ressentimentos que julguei já passados. A verdade é que não pensarmos numa coisa não faz com esta desapareça. E a verdade é que é mesmo como eles dizem: o primeiro passo para a cura é o reconhecimento do problema. E eu sinto-me em permanente descoberta e superação, o que com um mestrado e trabalho pelo meio é um bocadinho cansativo. E todos os dias acordo com a certeza que tomei a decisão certa. E todos os dias acordo com a preocupação de não sentir saudades. E cada dia que passa sei com mais certeza que sou capaz. E pronto agora vou ali ler sobre forecasting business analysis...



PS: E não é que a minha uni apareceu recentemente num ranking como umas das 10 melhores escolas de Business do mundo? Considerando que existem 4500 universidades no mundo todo acho bem bom! Se isto não me dá emprego não sei o que dará...

01/09/2011

Primavera

Começou hoje!